II Assembleia Popular Nacional reúne movimentos sociais em Luiziania
Agora, cinco anos depois, a II AP se propôs a debater e atualizar este projeto popular. Uma primeira versão desta atualização foi enviada em janeiro para todos os participantes da Assembleia Popular para ser apreciada e receber contribuições das bases.
O primeiro dia de atividades foi dedicado à análise da conjuntura, feita pela Irmã Delci, das Pastorais Sociais, e por Joaquin Piñero, do MST. Irmã Delci traçou um panorama das crises pelas quais o mundo está passando atualmente, desde a crise econômica internacional, passando pela energética, alimentar, do trabalho, até a crise climática/ecológica. O momento atual é marcado por uma forte consciência da crise ecológica e de que esta é produzida pelo modelo produtivista-consumista capitalista que, para obter lucros cada vez maiores, explora os trabalhadores, e também a Terra, seus recursos naturais, com o risco de inviabilizar a vida humana. A análise contemplou também a fase atual do Estado brasileiro, que retomou nos últimos anos o desenvolvimentismo típico dos militares com seus mega-projetos e o financiamento público de grandes empresas privadas, via BNDES. Esta nova fase do governo Lula ignora qualquer preocupação ambiental, vide a construção das hidrelétricas nos rios Madeira, Xingu e Tapajós, e também o investimento em energia nuclear, abandonado há muitos anos (Leia aqui a análise completa feita por Irmã Delci).
Joaquin Piñero se deteve mais na conjuntura latino-americana, na qual observou a presença de três projetos: o projeto imperialista, o projeto de integração capitalista – hegemonizado pelo Brasil – e o projeto alternativo da ALBA (Aliança Bolivariana das Américas).
O segundo e o terceiro dia foram dedicados à discussão do projeto popular “O Brasil que queremos”. Já incluindo as contribuições vindas das bases, o texto foi discutido em seis mini-plenárias, aprofundando os eixos que constituem o documento, que são: Direitos Ambientais, Direitos Políticos, Direitos Civis, Direitos Sociais, Direitos Econômicos e Direitos Culturais. A sociedade que se quer, entre outras coisas, deve ter uma economia a serviço da vida e uma organização política baseada na democracia participativa, na participação do povo nas decisões – inclusive no que se refere à política econômica – e no controle social da atividade política. Deve dar particular atenção aos direitos culturais dos povos tradicionais, indígenas, quilombolas e ribeirinhos(as). Deve garantir os direitos sociais a todos os cidadãos e todas as cidadãs. Entre outros, precisa garantir a seguridade social – saúde, previdência, assistência – e suas fontes de recursos, posicionando-se claramente contra as tentativas de reformas prejudiciais aos interesses dos(as) trabalhadores(as).
A II AP terminou com a discussão sobre os desafios para o próximo período, as lutas a desenvolver e as formas de organização da própria Assembleia Popular. A proposta é continuar a construir esta grande articulação, respeitando a diversidade dos movimentos, entidades e pastorais, buscando enraizamento nas bases e mais atividades de formação.Todos os dias da atividade foram abertos por um momento de mística – celebração, animação, cantos – e também encerrados assim. O encontro foi marcado por um grande entusiasmo, pela troca de experiências, partilha das dificuldades que marcam a fase atual dos movimentos e organizações populares assim como das conquistas obtidas nos últimos anos.
AMIGREAL DISCUTE COM A SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO MELHORIA NA EDUCAÇÃO PARA FAMÍLIAS ASSOCIADAS


A pauta de reivindicação da AMIGREAL é prioridade minha e do Governo de Alagoas Teotônio vilela

Após lida a pauta de reivindicação o secretario estadual de educação.Rogério Teófilo solicitou da Gerência de Educação no Campo,para que possa encaminhar as demandas. Prof.Rubens gerente do Proeja disse que iria fazer uma triagem dos Educadores que estão atrasadas, para liberar o pagamento .Que em breve estaria saindo no diário oficial os nomes dos educadores do ano 2010 e que escola de base estaria se reunindo com a gerencia de apoio pedagógico ,o que fosse possível e estivesse ao alcance da Secretaria seria garantido a AMIGREAl .
Participantes do III Congresso Nacional da CPT aprovam Carta Final
O documento reafirma a importância da preservação dos biomas e a real possibilidade de se conviver em harmonia com eles. Da mesma forma, reafirma, também, a necessidade de permanecer na luta para garantir a permanência nos territórios tradicionais, vivendo em fraternidade com a mãe terra. As experiências apresentadas nas quatro tendas temáticas dos biomas (amazônico, caatinga, cerrado e pantanal, mata atlântica e pampa) mostraram claramente essa possibilidade.
Essas boas novas de convivência harmônica contrastam, ainda, com o clamor do povo diante do poder estarrecedor dos grandes projetos em nome do "desenvolvimento".
Os participantes do Congresso da CPT aproveitaram a oportunidade para denunciar a justiça unilateral que se mantém em nosso Estado. Enquanto permanece conivente, deixando impunes tantos crimes no país contra os pequenos, trabalhadores e trabalhadoras rurais e contra as comunidades tradicionais, a justiça age de forma eficaz no momento de punir, prender e até torturar e humilhar os pobres e os povos do campo. No dia da realização da Celebração dos Mártires, durante o Congresso, na última quarta-feira, os delegados e delegadas presentes em Montes Claros (MG), receberam estarrecidos a informação de que "Taradão", acusado de ser o mandante do assassinato de irmã Dorothy, foi solto após ser condenado a 30 anos de prisão e permanecer preso apenas 18 dias. (ver Nota no site - www.cptnacional.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=233:participantes-do-iii-congresso-nacional-da-cpt-divulgam-nota-publica-sobre-a-soltura-do-taradao&catid=32:iii-congresso-nacional&Itemid=82).
Foi colocado, também, no documento, o processo de criminalização que se instaurou contra movimentos sociais, através dos meios de comunicação, do Judiciário e do Congresso. Assim, a CPT assume, ainda, a luta pela terra e pelos territórios, o enfrentamento ao modelo predador dos grandes projetos, a formação para uma espiritualidade, além da contribuição na articulação e fortalecimento das organizações populares.
Leia a Nota na íntegra:
CARTA FINAL
III CONGRESSO NACIONAL DA CPT
No clamor dos povos da terra, a memória e a resistência em defesa da vida
Neste momento em que a humanidade toda toma consciência do grito da mãe terra, nossa casa comum, a Comissão Pastoral da Terra reuniu-se em seu III Congresso Nacional, em Montes Claros , MG, de 17 a 21 de Maio de 2010, com o tema: “Biomas, Territórios e Diversidade Camponesa”. Trabalhadores e trabalhadoras, a maioria deste Congresso (376), de diversas categorias – indígenas, quilombolas, ribeirinhos, posseiros, assentados, acampados entre outros – tornaram palpável a diversidade camponesa deste Brasil e sua resistência diante do processo de destruição em curso. Ao todo 760 pessoas - 440 homens e 320 mulheres - fizeram ecoar no semiárido mineiro os clamores do povo da terra. 272 agentes da CPT – entre eles quatro bispos e 51 entre padres, religiosos e religiosas e seminaristas – e 112 convidados de movimentos populares e pastorais, parceiros, puderam sentir a vida que pulsa, nas comunidades camponesas, cheia de esperança, em meio a dificuldades e frustrações.
A Arquidiocese de Montes Claros, que neste ano completa seu centenário, e o Colégio São José, dos Irmãos Maristas, nos acolheram de braços abertos. O calor humano de Montes Claros contrasta com a frieza de intermináveis plantações de eucalipto e de pastagens que substituíram a rica biodiversidade do Cerrado pela monotonia do monocultivo predador na paisagem que circunda a cidade.
“Vamos lutar porque esse é o nosso lugar” (cacique Odair Borari, de Santarém – PA)
Tivemos a alegria de ouvir e conhecer muitas experiências de resistência e de luta de camponeses e camponesas de todo Brasil. Na defesa de seus territórios e de suas culturas, mostraram que é possível e necessário conviver com os diversos biomas sem destruí-los e alimentar uma relação de respeito e de fraternidade com a mãe terra e com todos os seres vivos.
Estas experiências nos fazem ver, também, a criatividade com que os camponeses e camponesas sabem responder aos desafios gerados pela crise ecológica e por um modelo de desenvolvimento que destrói os biomas de nosso País, de forma cada vez mais violenta e acelerada, concentrando terras e riquezas para poucos e matando muitas formas de vida.
“Matam até o querer” (Sabrina, 19 anos, de Montes Claros – MG)
Estas experiências, cheias de vida e de esperança, se misturam com o clamor diante do poder estarrecedor dos grandes projetos que, em nome de um equivocado crescimento, assassinam lideranças, expulsam povos tradicionais de seus territórios e degradam o meio ambiente com suas hidrelétricas, mineradoras, ferrovias, transposição de águas, irrigação intensiva, monocultivos, desmatamentos. São projetos impostos com arrogância, de cima para baixo, ludibriando a legislação agrária e ambiental. Revestem-se de um legalismo hipócrita com controle e direcionamento de audiências públicas.
“As leis nós temos que respeitar, mas as leis têm que respeitar nós” (Joaninha, 58 anos, MG)
Ouvimos a denúncia veemente de um Estado que, com uma mão dá a sua ajuda para mitigar a fome e a miséria imediatas, ou até para libertar modernos escravos, e que com a outra estimula, promove e financia este modelo perverso de crescimento que prejudica a sustentabilidade da sociedade e da própria vida.
São inúmeros os casos em que o poder judiciário se torna o braço jurídico que executa e legaliza a espoliação, despejando todo ano milhares de famílias e garantindo a impunidade de assassinos, de grileiros e de empresas que não respeitam as leis.
Ficamos indignados com a soltura, nestes mesmos dias em que realizamos nosso Congresso, de quem mandou matar Irmã Dorothy.
Veementes, também, foram as denúncias contra um legislativo inoperante e submetido aos interesses da bancada ruralista que quer mudar o código florestal para favorecer a expansão dos monocultivos, e que engaveta a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o confisco de áreas com trabalho escravo, e a PEC que reconhece o Cerrado e a Caatinga como patrimônio nacional.
Também, com indignação, foram denunciadas as tentativas de criminalização dos movimentos do campo pelo judiciário, pelo Congresso e pelos grandes meios de comunicação. Enquanto isso o agronegócio que depreda e polui a natureza, expropria comunidades tradicionais e submete trabalhadores à escravidão, é apresentado como alavancador do progresso.
“Resistir para existir” (Zacarias,do Fundo de Pasto da Areia Grande, BA)
Ficamos entusiasmados em ouvir o testemunho corajoso da valentia de muitos companheiros e companheiras que continuam apostando na luta e na mudança. Alguns deles, ameaçados de morte, não temem continuar lutando por justiça e vida plena.
Maravilhou-nos o número de jovens presentes e a qualidade de sua participação. Eles e elas nos testemunham, com clareza, que as novas gerações acreditam que é possível vencer o individualismo mercantilista e consumista.
“Vocês precisam nos ajudar” (Augusto Justiniano de Souza, sindicalista, 55 anos, GO)
Nosso coração ficou apertado ao ouvir o grito de solidão, desamparo e abandono a que estão submetidos camponeses e camponesas em nosso País. Eles cobraram o apoio dos sindicatos, dos partidos e dos movimentos sociais que, outrora, os representavam e acompanhavam. Eles cobraram, também, o apoio firme da CNBB e sua palavra profética diante da gravidade da situação do campo.
Esta realidade e o clamor das camponesas e camponeses e dos povos tradicionais são um chamado para o discipulado e a missão da CPT, no seguimento de Jesus de Nazaré, na fidelidade aos Deus dos pobres e aos pobres da terra.
Pela força desta missão, a CPT assume:
- a luta pela terra e pelos territórios, combatendo o latifúndio e o agronegócio e incorporando, na luta pela Reforma Agrária, as exigências atuais de convivência com os diversos biomas e as diversas culturas dos povos que ali vivem e resistem, buscando formar comunidades sustentáveis. Como sinal concreto, compromete-se com a realização do Plebiscito Popular para se colocar um limite à propriedade da terra a ser realizado em setembro, junto com o Grito dos Excluídos, durante a semana da Pátria.
- o enfrentamento ao modelo predador do ambiente e escravizador da vida de pessoas e comunidades. Modelo assentado em monocultivos para exportação, amparado por mega-projetos impostos a toque de caixa. Emblemáticas desta resistência são as lutas contra a transposição do Rio São Francisco, contra as hidrelétricas a exemplo da de Belo Monte e de outras, propostas para a Amazônia, e o combate incansável da CPT contra o trabalho escravo.
- a formação para uma espiritualidade, centrada no seguimento radical de Jesus que nos dê força para não servir a dois senhores e que testemunhe os valores do Reino.
- a necessidade de contribuir com a articulação e o fortalecimento das organizações populares, do campo e da cidade, para que sejam protagonistas da construção de um novo projeto político para o Brasil que queremos, em união com os outros países da América Latina e Caribe avançando em direção a uma globalização justa e fraterna.
Ao concluir este III Congresso Nacional, a CPT renova seu compromisso profético-pastoral junto aos pobres da terra até que “o reinado sobre o mundo pertença ao nosso Senhor e ao seu Cristo e ele reinará para sempre e chegue o tempo em que serão destruídos os que destroem a terra” (Apoc. 11,15.18).
Montes Claros, 21 de maio de 2010.
Os participantes do III Congresso Nacional da CPT
Maiores informações: Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação da CPT - (38) 9180-4585
Nota Pública dos Participantes do III Congresso Nacional da CPT sobre a soltura do Taradão
Reunidos Judiciário: mais uma vergonha!
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), reunida
Regivaldo foi condenado no dia 1 de maio de
Regivaldo foi o último dos envolvidos condenado no caso do assassinato de Irmã Dorothy, cinco anos depois de sua morte. Usou de todos os instrumentos legais que foram protelando indefinidamente seu julgamento. Com sua condenação, pensávamos que a justiça tinha sido realizada, mas agora o criminoso volta à liberdade.
Mais uma vez se configura o que muitas vezes tem sido repetido pela CPT e por praticamente todas as instituições de Direitos Humanos: a cadeia foi feita exclusivamente para os pobres. Os que têm recursos financeiros sempre conseguem os “benefícios da lei” enquanto os pobres, presos sem terem qualquer acusação formal, permanecem anos e anos encarcerados sem terem acesso a qualquer julgamento! A impunidade continua alimentando a violência.
No dia 29 de abril passado, a CPT entregou ao Ministro da Justiça a relação de 1.546 trabalhadores e seus aliados assassinados em 1.162 ocorrências de conflitos no campo nos últimos 25 anos, de
Esta é a justiça que comanda este país! Se um caso que teve tamanha repercussão nacional e internacional é tratado desta forma, não é de espantar que a maior parte dos casos não mereça qualquer atenção.
Já dizia o profeta Isaias: “o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão” (Isaias 59,9).
Os participantes do III Congresso do Nacional da CPT
Cristiane Passos
Assessoria de Comunicação
Comissão Pastoral da Terra
Secretaria Nacional - Goiânia, Goiás.
Fone: 62 4008-6406/6412/6400
www.cptnacional.org.br
Diversidade ecumênico-cultural marcou ato de abertura do III Congresso da CPTTeve início no dia 17 de maio, o III Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), na cidade de Montes Claros (MG). Com o tema “Biomas, Territórios e Diversidade Camponesa”, o evento reúne até o dia 21, cerca de 900 pessoas de todas as partes do país.
Uma mistura de cores, ritmos, crenças, sotaques e culturas se encontraram na celebração de abertura do III Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra, na noite da última segunda-feira (17/05), no Colégio São José, Marista, em Montes Claros (MG). O momento de acolhida celebrou as lutas, a preservação dos territórios e relembrou os Congressos da CPT, que buscaram, ao longo de sua história, defender a cultura camponesa. Sob o lema “No clamor dos povos da terra, a memória e a resistência em defesa da vida”, é chegado o momento de refletir sobre os novos desafios apontados por camponeses e camponesas para as ações e presença da CPT nos próximos anos.
Questão ambiental no centro do debate da conjuntura político-econômica
Os participantes do III Congresso Nacional da CPT passaram a manhã de ontem, dia 18, dedicados à análise da conjuntura sociopolítica e econômica brasileira, e à reflexão sobre os desafios para os camponeses e movimentos sociais do país. Contribuiu com a análise, o pesquisador César Sanson, do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores, CEPAT. O pesquisador destacou que ”os problemas ambientais enfrentados hoje pela humanidade são uma das mais graves consequências do modelo econômico hegemônico e expressam as contradições e a inviabilidade da continuação do modelo de produção existente hoje no Brasil e no mundo”. Os trabalhadores e os movimentos sociais são hoje os principais protagonistas na construção de um projeto popular que se contraponha ao atual modelo de produção, destacou o pesquisador. Em depoimento durante a plenária, o quilombola Manoel Santana, da comunidade Charco, localizada no município de São Vicente Ferrer (MA) mostrou o exemplo de luta e resistência das comunidades tradicionais contra o atual modelo de produção. As 92 famílias da comunidade já garantiram o direito à terra, mas continuam tendo que resistir à pressão do agronegócio.
Capitalismo desrespeita a natureza e o direito à vida
No início da tarde desta terça-feira, os participantes puderam refletir sobre a Conjuntura Ecológica, com a assessoria de Carlos Walter Porto-Gonçalves, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua fala reafirmou o que Cesar Sanson falara pela manhã. Destacou que o capitalismo é essencialmente antiecológico. Para isso, primeiro expulsou os deuses presentes na natureza na concepção das comunidades originárias, depois separou o homem da natureza e, como consequência, se deu a expulsão dos camponeses da terra, transformando-os em força de trabalho. O capitalismo se fortaleceu com a dominação da natureza, vista unicamente como mercadoria, e com a afirmação de que os recursos naturais são ilimitados. Esta visão, neste momento, está em crise diante das mudanças climáticas e do aquecimento global. O professor afirmou, ainda, que nos últimos 40 anos, a humanidade enfrentou o período mais devastador e ameaçador contra a biodiversidade e, ao mesmo tempo, foi o período em que mais se falou em defesa do meio ambiente. “O problema do aquecimento global não é uma falha do Capitalismo, é pior, é fruto do seu êxito! E se a gente quiser salvar a vida do planeta, tem que combater o capitalismo que quer se aproveitar da crise ambiental para aumentar seus lucros”, destacou.
Importância dos movimentos rurais
Para Carlos Walter, o movimento ambientalista não incorporou à defesa do meio ambiente a luta contra o avanço do capitalismo, que é essencialmente anti-ecológico. As contribuições mais expressivas neste embate vêm dos quilombolas, indígenas, ribeirinhos e a ação da CPT junto a esses povos é de suma importância. “Está faltando uma auto-organização dos movimentos, investir em encontros dos assentados e fortalecer ainda mais a luta’”, afirmou o pesquisador
fonte: http://www.cptnacional.org.br/
III Congresso da CPT e iniciado em Monte Claros


A mística inicial celebrou as lutas, a preservação dos territórios e relembrou os Congressos da CPT, que buscaram, ao longo de sua história, defender a cultura camponesa. Com o tema “Biomas, Territórios e Diversidade Camponesa”, e sob o lema “No clamor dos povos da terra, a memória e resistência em defesa da vida”, é chegado o momento de refletir sobre os novos desafios apontados por camponeses e camponesas para as ações e presença da CPT nos próximos anos.
Os trabalhadores rurais de Minas Gerais foram os primeiros a saudar os visitantes, destacando a importância do Congresso. A agricultora Laureci Ferreira Silva do assentamento 2 de junho (Olhos D’água) destacou a presença expressiva das mulheres e dos jovens que vão dar mais força aos trabalhos. Já Cristovino do assentamento Americano (Grão Mogol), fez questão de alertar sobre a preservação do meio ambiente. “A nossa vitória vai ser igual à nossa luta. Temos que lutar cada vez mais e preservar o restinho dos biomas que ainda existe, usar com consciência para que os nosso filhos também tenham direito. A natureza não precisa de nós, é a gente que precisa dela!”, exaltou.
A noite foi marcada por muita mística, orações e as bênçãos dos bispos. Dom José Alberto Moura, bispo da Diocese de Montes Claros, destacou a alegria de receber pessoas de várias regiões, no momento em que a Arquidiocese está celebrando 100 anos de atuação. “Para nós é uma benção de Deus receber todos vocês desse mundo afora, do campo e da cidade, neste Congresso que nos faz valorizar mais os biomas. Deus fez a nossa terra para produzir vidas, e isso não pode ser apenas de alguns, precisamos defender a vida e lutarmos por políticas públicas para que todos tenham direito à terra”, afirmou.
O Presidente Nacional da CPT, Dom Ladislau Biernaski oficializou a abertura das atividades. “Nosso Congresso quer ser de fato um espaço de comunhão, para refletir sobre propostas que defendam nossos biomas, sobretudo, daqueles que utilizam a terra para explorar e concentrar.” Dom Ladislau destacou que “precisamos preservar e lutar por nossos territórios, os nossos irmãos indígenas e quilombolas também estão sendo ameaçados e não têm o direito à terra. Enquanto isso, muitos querem destruir a diversidade, investindo na produção de alimentos transgênicos e nas transnacionais”, ressaltou.Na solenidade, também estiveram presentes o Pastor Carlos da Igreja Luterana, e Aparecida, da Coordenação de Pastoral de Montes Claros. Para animar ainda mais os cânticos, participaram músicos da região que tocaram violão, sanfona e os tambores com percussionistas do Negum e do Salão de Dança Luciano de Jesus. A cerimônia foi encerrada com partilha de alimentos típicos de Minas Gerais, como o pão de queijo e o bolo de fubá, e em seguida, a ciranda da irmandade do povo de Deus.
Nas delagaçoes vinda dos diversosos estado destacamos a participação da delegação de Alagoas que foi organizada pela Comissão Pastoral da terra de Alagoas e convite da mesma membro da direção Estadual da Amigreal esta fazendo parte da caravana estarão participando do III Congresso Nacional da CPT.
I Encontro estadual da Amigreal encerra com Balanço Positivo
( AUDITORIO DA CASA MUSEU GRACILIANO RAMOS)
ESIO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UFAL
HELOISA HELENA
HELOISA HELENA e PINTO LUNA
RAFAEL DO MST/RECIDMomento de Formação e Construção da identidade da AMIGREAL
PROF.SAULO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS MARCOU SUA PRESENÇA DURANTE O ENCONTRO.
O Cacique da Aldeia Xucuru Cariri: Manoel Celestino juntamente com sua filha Graciliana estiveram presente no durante o encontro e demonstram apoio Amigreal
E ASSIM CHEGAMOS AO FINAL DO NOSSO ENCONTRO COM NOTICIA QUE O GOVERNO DE ALAGOAS VAI NOS RECEBER NA CAPITAL NO DIA 31 DE MARÇO 2010 AS 15:00 NO PALÁCIO DOS PALMEIRAIS
E foi com luta que todos os agricultores da amigreal foram contemplados pelo programa alagoas mais alimentos com a doação do Governo Alagoas de 9000 kg de sementes
AMIGREAL,ORGANIZAR,LUTA,RESISTE E PRODUZIR
AMIGREAL RECEBE APOIO INTERNACIONAL

Somos um grupo de pessoas da Italia que escrevemos, hà pouco tempo fundamos uma associaçao que se chama Pachamama e que tem a meta de apoiar e, quando for possivel, trabalhar junto com a CPT de Alagoas, e conhecemos nas nossa visitas em Alagoas tambem a Amigreal que em algumas realidades tambem trabalha em parceria com a CPT.
Para começar gostariamos de parabenizar todos vocês nesta ocasião do primeiro encontro estadual. Hà um bom tempo vocês começaram em Alagoas vosso caminho de luta, quase sempre sem apoio de ninguem e contra forças muito grandes; a situaçao no vosso estado è complicada, mas as lutas pela terra, pela agua, pela casa, pelo direito a saude e instruçao sao lutas combatidas em muitas partes do mundo porque cada pessoa que continua sem agua ou sem terra è uma responsabilidade de todos nos em qualquer parte do mundo.
O Brasil è um pais que tem problemas como a concentração da terra, a realizaçao da reforma agraria e os direitos dos trabalhadores, pricipalmente os camponeses, mas è tambem a terra de profetas como Dom Helder Camara, verdadeiro defensor dos pobres e dos oprimidos e isto deve ser fonte de inspiraçao para nos, para nao deixar de lutar para melhorar a situaçao do Brasil e de Alagoas a cada dia.
Um mundo diferente è possivel se vocês conseguirão trabalhar juntos e transmitir aos jovens esta vontade de melhorar Alagoas, se conseguimos ensinar para eles que Deus quer que cada homem seja feliz e realizado e não aceita a fome, a pobreza e a falta de instrução como coisas normais da vida.
Desejamos um bom encontro para todas e todos, nestes dias pensaremos e rezaremos para vocês.
Um abraço da Italia.
Omar Borio
Presidente da associaçao Pachamama (Torino, Italia).
GOVERNO RECEBE REPRESENTATES DA AMIGREAL

Secretário Álvaro Machado discutiu com representantes de associação as reivindicações apresentadas
O governo do Estado recebeu pela primeira vez, na tarde desta quarta-feira (31), representantes da Associação dos Moradores das Microrregiões do Estado de Alagoas (Amigreal), a fim de discutir reivindicações por eles apresentadas e formular encaminhamentos. A Amigreal é uma organização formada há cinco anos e concentra requisições de comunidades rurais de 14 municípios do Agreste, Zona da Mata e Sertão de Alagoas.
O secretário-chefe do Gabinete Civil, Álvaro Antônio Machado, intermediou o encontro, que também contou com a presença do representante do Partido dos Trabalhadores (PT), José Pinto de Luna. Diante das questões apresentadas — que englobaram melhorias na educação e agricultura familiar, além de assuntos particulares dos municípios no tocante ao abastecimento de água, habitação, saneamento e segurança —, o secretário parabenizou a iniciativa de organização das microrregiões em uma associação e expôs a preocupação do governo em atender, da melhor forma possível, às exigências dos trabalhadores.

“Todos os passos apresentados são prioridades não somente para vocês, mas para este governo”, garantiu Machado aos presentes.
O secretário acordou com os representantes da Amigreal a marcação de agendas setoriais com as secretarias estaduais responsáveis por cada solicitação apresentada, para que se viabilizem os andamentos separadamente. Com o encaminhamento das demandas, uma nova reunião com o Gabinete Civil está prevista para o final de maio.
CARTA POLÍTICA DO I ENCONTRO ESTADUAL DA AMIGREAL
Eduardo Galen
Nós povo organizados nos grupos de base da AMIGREAL, vindo do sertão e Agreste e zona da mata, trabalhadores e trabalhadoras, lideranças indígena, quilombola, política,. Cruzamos rios, serra e o sol árido da caatinga, no rosto com aparência cansada e sofrida causada pela exploração do trabalho, mas não foram as dificuldades que nos, impediram de mostrar a nossa cara que estampava a esperança de dias melhores que só serão possíveis se nos organizarmos por isso viemos participar do I ENCONTRO ESTADUAL DA AMIGREAL .
E primeira vez na historia dos Cinco anos de caminhada da AMIGREAL que fomos convocado para participar de um encontro a nível Estadual com tema: AMIGREAL mostre a tua cara! E lema: organização, luta resistência, produção. Reunido em Palmeira dos índios-Alagoas Brasil, cidade histórica marcada pela resistência dos índios xucuru cariri e vida do saudoso Graciliano Ramos .
Em assembléia no dia 26 de março de 2010 na Casa Museu Graciliano Ramos onde foi realizada abertura oficial do I ENCONTRO ESTADUAL DA AMIGREAL e nos dias 27,28 e 29 de março do corrente ano na sede da Pastoral da criança em Palmeira dos índios onde desenvolvidos os trabalhos do I ENCOTREAL.
Estamos inseridos em um Estado marcado coronelismo, tradicionalismo e pela corrupção , ainda são pertinentes as velhas políticas do assistencialismo que prevalece através das grandes concentrações das melhores terras, e de uma concentração de riqueza gerada pelas nossas mãos calejadas , ficando assim as piores áreas para os agricultores que apesar de cultivar as piores terras são responsáveis por 70% de toda produção de alimentos saudáveis consumida pelo povo alagoano ,gerados nestas condições são desvalorizados principalmente, quando chega ao mercado desta forma o agricultor vende todo o sua produção o que não dar as mínimas condições de sobrevivência. A região do litoral e zona da mata com a monocultura da cana de açúcar promovendo assim a miséria nas famílias não se diferenciando muito da região do agreste onde são presente o trabalho infantil no cultivo do fumo ,com chagada da mineradora vale verde o homem do campo agrestino esta sendo expulso da sua propriedade. A região da bacia do Rio São Francisco é uma região muito rica, porém na sua maioria os camponeses não conseguem utilizar a água ou até mesmo pescar, pois o rio está muito degradado. O Rio São Francisco a cada dia está mais ameaçado, pois as políticas de desenvolvimento não promovem a integração do povo da bacia os grande projetos como canal do sertão, que trará segundo os economistas conservadores trará grande desenvolvimento econômico para o Brasil ,essa riqueza esplendosa se concentrara nas mão dos que dominam o Brasil no sentido econômico ,cultural e político enquanto, os trabalhadores que são os pés e as mãos do Brasil permanecerá pauperizados ,gozara sim de um trabalho cada vez mais escravizados ,nas fazendas e nos canaviais dos grandes latifúndios , sem falar da pobreza cultural, pois haverá promoção a desagregação dos valores e das culturas regionais, e além da transposição querem construir uma barragem de contenção da água do são Francisco esta barragem atingirá três municípios alagoanos Pão de Açúcar, Piranhas e Belo Monte que são municípios ribeirinhos, expulsando e retirando os bens mais preciosos suas lembranças e memória , tanto camponeses quanto moradores das cidades. fator negativo é a degradação ambiental que vem aumentando com o avanço do agronegócio aqui no Estado de Alagoas principalmente através da cana de açúcar que avança na região do agreste promovendo assim êxodo rural trabalhadores para as periferias das grande cidades aglomerando se em favelas ,submetendo –se a condições subumana em áreas de riscos ,desdobrando assim outro mal tão pertinente o uso das drogas desdobrando assim nos altos índices de violência até mesmo para o trabalho semi-escravo nos canaviais.
Diante contexto social ,econômico moral que estamos vivendo AMIGREAL vem de publico reafirma seus princípios de organização,luta resistência e produção, conscientes do papel da classe trabalhadora na transformação da sociedade alagoana ,também reafirmar como uma organização Estadual de luta popular na construção de um projeto popular que já vem sendo discutido ao longos anos por varias entidades ,por isso vamos se aproxima das iniciativas que apóia ações coletivas que contribua para efetivação deste projeto,pois o que queremos construir um projeto alternativo beneficiando os menos favorecidos .
Nestes quatros dias conhecemos nossa historia, aprovamos nossa bandeira,nosso símbolo e suas cores que nos representa ,temos claro a nossa identidade , também nossas bandeiras de lutas,visando a diversidades dos povos que forma as bases da AMIGREAL,somos agricultores,quilombolas indígenas,sem – terra e educadores trabalhadores do campo e da cidade ,clamamos a toda sociedade na luta por uma sociedade mais justa e mais igualitária ,temos certeza que as expressões da questão social só serão amenizadas se nos tornarmos emancipados politicamente .o nosso Encontro trabalhou em todo o momento nesse rumo ,por isso assumimos a bandeira de luta da AMIGREAL como luta coletiva e neste ano independente do processo eleitoral vamos: Aproximar dos espaços políticos no sentido de acompanhar como estão sendo implantadas as políticas publicas,participação das reuniões nos conselhos , e dos políticos para cobrar deles iniciativas que nos beneficiarão,sem perder a nossa identidade. Com educação contextualizada,e a implementação concreta de uma saúde universalizada e assistência social . Por um Brasil com energia renováveis,democratização da água e da terra, Acesso a DAP, por credito subsidiado assistência técnica para a agricultura que valoriza as políticas regionais , por isso iremos formar uma rede de bancos de sementes da AMIGREAL ,pelo fim da violência no campo e crimalização da organizações sociais . Valorização da cultura,moradia digna para todos,e lazer . Aproximar dos espaços acadêmicos sem perder os princípios da Educação Popular. Investir na formação ideológica dos militantes da AMIGREAL investindo maior participação dos jovens, mulheres, crianças e terceira idade da AMIGREAL. Contribuir na formação de militantes para serem multiplicadores da Educação Popular, contribuir na promoção de direitos junto aos excluídos, discutir junto à base a conquista de espaços de produção e comercialização e fortalecer a estruturação dos bancos comunitário de sementes. Construir junto dos educadores da EJA da AMIGREAL um proposta pedagógica seguindo o método freirano e também a implantação do pró jovem rural .Fazer mutirão de trabalho de base nas áreas geopolíticas da AMIGREAL,engajar em campanhas do limite da propriedade da terra e outras ações de luta coletiva.Vamos fazer mobilização e romarias nas regionais,capital, Marcha Estadual para cobrar do governo a concretização de nossa bandeira de luta,Vamos aproximar a nossa participação nas incentivas das lutas de promoção dos direitos dos excluídos e fortalecimentos de outras organização movimentos sociais já existente no campo e da cidade .
Através do encontro Estadual a eficácia de firmar uma aliança de todos que estão em situação de vulnerabilidade social ,entretanto ,diante da participação gloriosa de uma diversidade de povo , cultura ,crença , idade , que estiveram presente nesses quatro dias de encontro ,chegamos a conclusão que nossas diferenças nos enriquece de conhecimento e nos faz entender ,esse sistema tão complexo .
Ao termino do I Encontro Estadual AMIGREAL viemos a publico dizer que a diversidade de povo que estão organizados nos grupos de base tem historia ,lembranças que precisam ser respeitadas , e que os seus direitos precisam ser garantidos de forma participativa de acordo com a sua realidade social .,por isso queremos um projeto construído por nós, não para nós
Palmeira dos índios, 29 de março de 2010.
AMIGREAL MOSTRE A TUA CARA!
ORGANIZAÇÃO LUTA RESISTÊNCIA E PRODUÇÃO.