CAMPONESES E CAMPONESAS DA AMIGREAL SE PREPARAM PARA CONSOLIDA-SE ENQUANTO MOVIMENTO DE TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO CAMPO E REALIZAR SEU I CONGRE

200 Camponeses e camponesas de Alagoas e Pernambuco,celebram 06 de luta e organização e se consolida em um novo movimento pela construção do poder popular.

Ao som do pesa ligeiro, do forro PE de serra, dos cânticos e das crenças e da mistura de culturas e cores Cerca de aproximadamente 200 Agricultores de vindo do sertão e do agreste de Alagoas,Pernambuco e representantes de outros movimentos sociais rurais e urbanos simpatizantes das causas sociais e organizações apoiadoras da luta camponesa estarão presentes no I Congresso do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo - MTC. A realização do congresso marcara o resgate da historia do campesinato brasileiro e celebrará a trajetória de 06 anos de luta e resistência dos camponeses e camponesas dos dois estado do Nordeste, que ao longo deste período vinha se organizado na AMIGREAL através de grupos de base em 14 municípios de Alagoas e dois município de Pernambuco, Amigreal e uma organização comprometida com o projeto popular, por isso desde sua fundação, em 2005, a Associação de Moradores das Microrregiões de Alagoas – AMIGREAL assumiu a luta permanente e pressão popular como forma de conquista dos direito, em sua historia é marcada a luta e enfrentamento sendo assim acumulou a experiência e o desejo de avançar não mais enquanto associação mais como movimento camponês em defesa dos povos do campo. As lutas iniciais pela água não deram conta de um debate mais amplo. Surgiram novas discussões, novas articulações e um trabalho mais abrangente, voltado para a melhoria da qualidade de vida de camponesas e camponeses,que tem o desejo de permanecer no campo com vida digna e assim nasce o desejo das 2000 famílias camponesa em consolidar o Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo – MTC. O evento acontecerá no Centro Catequético irmãos Maristas nos dia 16 e 17 de abril de 2011, que tem como tema;’Camponeses e camponesas em movimento na construção do poder popular e iniciara as com abertura oficial as 15:horas do dia (16) e principal objetivo deste evento e lançamento do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo – MTC para sociedade visado o fortalecimento da luta camponesa e da defesa de um projeto popular para agricultura camponesa que Atualmente, a agricultura camponesa é a principal responsável pela produção de alimentos no país, garantindo mais de 70% da comida que chega até à mesa dos brasileiros. Com base no modelo de produção agroecológica, a agricultura camponesa promove o respeito à vida e à natureza, com sustentabilidade econômica. "Por isso, é de fundamental importância garantir um plano que priorize a agricultura camponesa, e que se consolide como proposta política não apenas para o campo, mas também para a cidade, através da produção de comida limpa e acessível a todos".

Os 200 participantes e convidados do I Congresso do Mtc, terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre a importância da biodiversidade, a preservação dos territórios e a resistência camponesa. Mas, além disso, durante os intervalos é possível conhecer e adquirir produtos, em pequenas bancas instaladas no local são encontrados produtos diversificados e com preços acessíveis, produzidos por trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas e quilombolas. A cocada do coco aricure diretamente de Pernambuco a tapioca de Alagoas, as panelas de barro do alto tamdua e acessórios feitos com palha e tecido de major Isidoro, o doce de leite de Olivença,galinha de capoeira de cacimbinhas a buchada de bode de igaci neste dias e passível visualizar o resgate da cultura camponesa em só lugar que ficara na memória de cada participante e registrado através da gravação de um documentário que tem como tema:camponeses e camponesas em movimento na construção do poder popular

Confira a programação I Congresso do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo - MTC.

Sábado, dia 16, almoço camponês, (15h) abertura oficial, Análise de Conjuntura feita pelo historiador e prof. Cícero Albuquerque e professora Mailiz Garibotti da Universidade federal de Alagoas, durante o dia e Jornada Socialista e Feira das de troca de sabores e saberes da agricultura camponesa (exposição experiência agroecologica e de conivência com semi-árido através de fotos, sementes e produção agroecologica, comidas camponesa) e noite cultura com banda de pífano e cantoria das batas de feijão,e som do tambor de crioula,toré e forro pe de serra,à noite.
domingo, dia 17, os participantes terão a oportunidade de conhecer a experiência de sucesso ao longo de 06 anos de luta que terão como tema: campesinato,agroecologia e poder popular e processo histórico de construção do MTC na construção do projeto popular para camponesa ( Prof.Saulo- UFAL,Maria Calvacante-MMC) lançamento das campanhas em plenária e destacando o lançamento da Campanha Nacional Contra o Uso de Agrotóxicos a parte da tarde será momento de afirmação as linhas políticas e metas para o 2011 e 2012; e avaliação do congresso.

SERVIÇO

I Congresso do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo

Dia: 16 a 17 de março de 2011

Abertura oficial; dia (16) as 15 horas

Local: Casa dos Irmãos Maristas – Barra de São Miguel

Realização: Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo-MTC

Contatos: (82) 91122046

Acesse o nosso blog: amigrealoficial. blogspot.com

E-mail amigreal.oficial@hotmail.com

Famílias camponesas que estão organizadas na Amigreal recebem projeto Arca das Letras

A comunidade camponesa de Lagoa do fim do mundo no município de cacimbinhas, onde cerca 60 famílias camponesa que participa do grupo de base da amigreal, receberam no dia 11 de março, uma unidade das bibliotecas do programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Arca das Letras. Em reconhecimento do seu trabalho em defesa da qualidade de vida dos camponeses a Amigreal foi convidada pela delegacia regional do MDA Alagoas a participar do programa arca das letras uma iniciativa que visa estimular a leitura nas comunidades rurais que não tem acesso a biblioteca,adesão foi de total aceitação por que ao longo de 06 anos amigreal construímos nossa própria metodologia de trabalho.E atuando junto as famílias camponesas Amigreal tem experiências concreta na área de educação e cultura como ponto de leitura amigreal ler para aprender com acervo de 600 livros em diversas áreas e dos melhores autores literário do Brasil e foi adquirido como premiação do I concurso Marchado de Assis- ministério da cultura.

O projeto amigreal mais saber em parceria com governo do Estado- esta iniciativa contou com 50 turmas de jovens e adultos, foram beneficiados cerca de 800 alunos e foi alfabetizado com método de alfabetização de Paulo freire.O programa pro - jovem Campo- saberes da terra,temos cerca da 5 turma inscrita sendo 3 ativa funcionado 2 Igaci e uma turma na comunidade quilombola de Guaxinim no município de cacimbinhas e as outras duas esperando autorização para iniciar, este programa ira atender jovens agricultores camponeses na faixa etária de 18 a 29 anos que, embora sabendo ler e escrever é voltado para a Pedagogia da Alternância onde o aluno passa 15 dias na escola e 15 dias na comunidade, tem duração de dois anos e cada aluno recebe uma bolsa no valor de R$ 100,00, bimestralmente. Durante esse tempo, os alunos recebem o material didático, alimentação, transporte e cada turma é acompanhada e monitorada por três professores nas áreas de linguagem, humanas, ciências biológicas ou exatas, além de um agrônomo e na área de inclusão digital fomos contemplados com um telecento comunitário que em breve vai ser estalado no Centro formação irmã Dorety ·. A comunidade de lagoa do fim mundo foi contemplada a receber projeto Arca das Letras por pela experiência concreta de organização camponesa sendo uma comunidade onde tem bancos de sementes em defesa das sementes Crioulas e foi realizado em dezembro de 2010 a festa da semente da resistência. Um resgate cultural dos cânticos das batas de feijão e da vida do homem campo, atualmente esta comunidade vem resgatado a cultura do trabalho coletivo os chamados mutirões comunitário,conta com participação de todos da comunidade inclusive das mulheres, estes mutirão que foi iniciativa própria dos agricultores e agricultoras se realiza uma vez por mês a cada domingo para construir a casa das sementes da resistência para que Lagoa do fim do mundo se torne conhecida por todo mundo “Genoveva, militante do grupo de base da Amigreal”

A comunidade precis

a de apoio financeiro para comprar o material para construir a casa das sementes, pois já foi cavado o alicerce e juntada as pedras e areias através de mutirão e o serviço de mão obra esta sendo coordenado pelo agricultor e pedreiro João Jerônimo e será construída pelos próprios agricultores. Esta comunidade já foi contemplada com projeto raiz da Caritas Diocesana de Palmeira dos índios que fez um belíssimo trabalho chegado a construí varias cisternas para captação da água da chuva mais atualmente a maior dificuldade e falta de assistência técnica e abertura para comercialização da produção dos camponeses, acesso as políticas publica de saúde e moradia no campo.Esperamos que Outras comunidades seja contemplado com programa por que assim só vai fortalecer o acesso ao conhecimento das famílias camponesas, que de certa forma são esquecida pelo estado e agora começa da passo de emancipação popular rumo a conquista dos seus direitos sociais que são garantido pela constituição federal e este direito só são lembrados no tempo das eleições e usado como troca de favores não de garantida de direito. Porem estamos com dificuldades em construir o móvel da arca por que o programa e por isso estamos convocando as pessoas querem ajuda nosso organização construir arcas para comunidade e também ajuda na construção da casa das sementes a doação pode ser em material,contribuição financeira ou através de notas e compôs fiscais onde enviaremos para programa nota fiscal Alagoana trocaremos as notas receberemos recurso do IMCS de cada nota e que ajudara a continuar nosso trabalho junto ao camponeses

Ligue para este numero 91122046 que iremos busca sua doação

TRANSGÊNICOS

Por Vera Lucia – MPA – AL

O QUE SÃO OS TRANSGENICOS?

Os transgênicos são seres vivos criados em laboratório através de técnicas de engenharia genética desenvolvidas por cientistas, que transferem partes de um organismo para outro, ou tiram partes de um mesmo organismo, mudando a sua forma e manipulando sua estrutura natural com objetivo de obter características especificas. Isso mostra que os transgênicos são radicalmente diferentes das plantas e dos animais obtidos pelo melhoramento genético chamado de clássico ou convencional. A soja transgênica é um exemplo de organismo geneticamente modificado (OGM), pois recebeu genes de outros seres vivos que não são de sua espécie. A soja Roundup Ready (RR) da Monsanto, por exemplo, recebeu genes de uma bactéria para que se tornasse resistente ao herbicida Roundup fabricado pela própria Monsanto.

TRANSGÊNICOS: PARA QUER?

As empresas que produzem as sementes transgenicas costumam dizer que os transgênicos podem acabar com a fome no mundo, produzir alimentos mais saudáveis, aumentar a produtividade e até ajudar o meio ambiente. Na verdade, estão reciclando o discurso das décadas de 1960 e 1970, da Revolução Verde, que sabemos que aumentou a produtividade das lavouras mas também aumentou a degradação ambiental e a exclusão social.

POR QUE OS TRANSGENICOS SÃO UTILIZADOS NA AGRICULTURA?

Os transgênicos fazem parte do que as empresas chamam de “pacote tecnológico” (semente + agrotóxico) a ser vendido para o agricultor. Os organismos geneticamente modificados são um ótimo negócio para as empresas, pois é estabelecido um controle praticamente total sobre a produção. Comprando a semente transgênica, o agricultor também comprará o agrotóxico que a empresa fabrica. Alem disso, o produtor terá que comprar novas sementes a cada safra. Diferente da semente hibrida, que já tornava o agricultor dependente da industria, agora com as sementes transgenicas o produtor é obrigado a assinar um contrato com a empresa. Nele o agricultor assume o compromisso de não multiplicar sementes e de só usa-las naquele ano. Caso reserve, venda ou troque sementes, a empresa, pelos termos do contrato, poderá processar o agricultor. No caso de desconfiança, ela tem direito de entrar na propriedade e colher amostras da lavoura para saber se as sementes delas foram usadas. Nos Estados Unidos passam de 100 o numero de processos da Monsanto contra agricultores que multiplicaram sementes para o ano seguinte.

TODOS ESTES BENEFÍCIOS SÃO MITOS.

OS TRANSGENICOS NÃO VÃO ACABAR COM A FOME. Isso porque a fome no mundo não é um problema de falta de alimentos, mas de distribuição deles. De acordo com dados da FAO, há alimentos suficientes no mundo para alimentar cada habitante do planeta com 1,7 kg de cereais (como arroz e trigo), feijões e nozes; 200g de carne e 0,5 kg de frutas e vegetais. O problema do acesso à alimentação é a falta de renda da população e não a falta de alimentos.

OS TRANSGENICOS NÃOTÊM MAIOR PRODUTIVIDADE. Na Argentina, onde a plantio de transgênicos começou há quinze anos, o rendimento na plantação de soja é estatisticamente semelhante ao da plantação convencional. Nos Estados Unidos, relatórios do próprio governo admitem que os cultivos não aumentaram o potencial da colheita de qualquer variedade e, em alguns casos, diminuiu este potencial. As variedades que protegem as plantas das pestes aumentaram a colheita total em relação ás variedades convencionais, especialmente nos cultivos Bt, mas este fato pode mudar com o tempo devido ao aumento da resistência das pestes à toxina produzida pela planta Bt.

OS TRANSGENICOS NÃO SÃO CAPAZES DE REDUZIR O USO DE AGROTÓXICOS. Na Argentina, atualmente, existem nove espécies de plantas invasoras suspeitas de serem tolerantes ao herbicida glifosato, o Roundup. Para enfrentar este novo problema, os produtores estão usando até 8 litros do herbicida por hectares por cada ciclo de cultivo. Nos Estados Unidos, que plantam soja transgênica há 13 anos, aumentou em 86% o uso de herbicidas na soja RR. No Rio Grande do Sul, embora não existam dados oficiais do governo, os agricultores comentam que a soja transgênica produz de 10 a 25% menos que a convencional e sofre mais com a seca.

OS ALIMENTOS TRANSGENICOS NÃO SÃO MAIS NUTRITIVOS. As empresas de Biotecnologia não têm desenvolvido alimentos mais nutritivos. Elas apenas desenvolvem sementes que se encaixam em seu “pacote tecnológico”, ou seja, resistente aos agrotóxicos que fabricam. Depois de 13 anos no mercado, os transgênicos cultivados hoje têm apenas duas características: Resistência a herbicida ou a lagartas. Quatro espécies transgenicas são cultivadas em escala comercial: soja, algodão, milho e canola. Pouco mais de três de cada quatro hectares que são cultivados com plantas transgênicas no mundo são de plantas resistentes a herbicidas, principalmente a produtos à base de glifosato. Ou seja, a propaganda diz muita coisa e muitas promessas são feitas pelas indústrias da biotecnologia, mas até agora isso está longe da realidade e o que se viu foi o aumento da dependência dos agricultores e da desconfiança dos consumidores.

O CONTROLE DAS TRANSNACIONAIS SOBRE AS SEMENTES. Para utilizar uma semente transgênica, o agricultor precisa pagar uma taxa para a empresa dona da semente. Esta taxa é chamada de “royalty” e o preço é determinado pela empresa. Para reproduzir a semente, o agricultor tem que ter a autorização da empresa e pagar novamente a taxa tecnológica. No Rio Grande do Sul, onde o plantio de soja transgênica foi ilegal, a Monsanto fez um acordo com todas as cerealistas, armazenadoras e distribuidoras de grãos para cobrarem a taxa tecnológica dos agricultores. Em 2004 a taxa era de R$ 0,60 por saca de soja em 2005 a taxa passou para R$ 1,20. nenhum agricultor consegue vender sua produção sem pagar esta taxa. No mundo inteiro, tem sido comuns os processos judiciais das empresas contra os agricultores. Somente a Monsanto gasta 10 milhões de dólares por ano com advogados dedicados exclusivamente a investigar e perseguir agricultores que supostamente fazem uso indevido de suas sementes. Os casos conhecidos somam 147 agricultores acusados e processos contra outras 39 pequenas companhias. Pelos contratos que têm com os agricultores, mesmo que estes tenham deixado de plantar transgênicos, empregados da Monsanto podem entrar a qualquer momento dentro das propriedades para fiscalizar a produção até cinco anos após o plantio de transgênicos. O agricultor que planta transgênicos não pode armazenar e reproduzir as sementes sem autorização da empresa.

SEMENTES TERMINATOR

A tecnologia Terminator (quer dizer em “exterminador” em inglês) refere-se a modificações genéticas feitas nas plantas para produzirem sementes estéreis. No meio cientifico esta tecnologia e chamada de GURTs, que e a sigla em inglês para “tecnologias de Restrição de Uso Genético”.

Ou seja, a semente que seria guardada da colheita de uma variedade com tecnologia Terminator não poderia ser usada para plantio na safra seguinte, pois não iria germinar.

Esta tecnologia foi desenvolvida para assegurar e ampliar o domínio das transnacionais sobre as sementes. O objetivo era, e ainda é, que todas as plantas transgenicas também fossem terminator. Isso porque a esterilibidade das sementes permitem um monopólio muito mais forte do que o das patentes.

Devido a reação negativa que despertaram no mundo todo, as empresas foram mudando o dis curso e, hoje, falam que desenvolvem essas tecnologias como fator de biosseguranca, para evitar contaminação futura entre variedades transgenicas e não transgenicas. Já que as sementes não seriam capazes de se reproduzir não havia contaminação ambiental devido ao pólen das sementes transgenicas. Na realidade, sempre haverá o risco de dessiminação de pólen com tecnologia Terminator. Cientistas independentes dizem que a tecnologia não tem como funcionar em 100% dos casos. Teríamos, então, dois problemas: 1) As sementes estéreis e, também. 2) terminator contaminando as sementes convencias, as variedades crioulas e a biodiversidade silvestre.

FONTE: AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa.

CAMPANHA TERMINATOR – Informativo

TERRA DE DIREITOS – Organização Civil Pelos Direitos Humanos.

ORGANIZAÇÃO: Vera Lucia – MPA - AL

ASA Alagoas discute os caminhos para sua atuação em 2011

A avaliação da prática e definição de estratégias de ação em 2011 foram os pontos principais da última reunião ampliada da ASA Alagoas ocorrida nos dias 24, 25 e 26 de Fevereiro na cidade de Arapiraca. O encontro reuniu educadores, representantes da ASA dos municípios, a coordenação estadual e alguns representantes dos beneficiários.

Este momento teve como objetivo principal reunir os principais atores envolvidos na articulação a fim de perceber os avanços e dificuldades no ano de 2010 como também discutir os desafios e estratégias de ação para 2011. Participaram do encontro, representantes das 03 microrregiões do estado, envolvendo cerca de 20 municípios.

A partir de vários trabalhos, o grupo avaliou os processos educativos, a capacidade de mobilização, a articulação nos municípios, os programas, ou seja, a atuação da ASA como um todo. Diante desta leitura, foram percebidos entraves como a desmotivação das ASAs municipais, o caráter pouco político nas formações com as famílias, a dificuldade de acompanhamento às famílias após a implantação dos programas, entre outros.

Com base nesta avaliação, o planejamento para 2011 foi pautado, principalmente, no fortalecimento dos processos educativos, na mobilização das bases e na busca por parcerias no que diz respeito ao acompanhamento técnico às famílias. Além das parcerias, também foi bastante discutido a necessidade de participação de representantes da ASA em fóruns e espaços de controle social mais voltados à Agricultura familiar e a segurança alimentar como o Conselho de Segurança Alimentar (CONSEA) e no Conselho Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (CEDRAFA).

O encontro também foi um espaço para os agricultores como seu Manoel, de Igaci expressarem, através da arte, sua visão da realidade a da intervenção do homem no contexto. Ele apresentou uma poesia falando do clima, das tragédias ambientais e da relação que isto tem com a vida de todos.

Com este encontro os que fazem a ASA Alagoas esperam construir um caminho mais sólido e impactante para sua atuação no ano de 2011, concretizando experiências, fortalecendo as comunidades e buscando mobilizar os envolvidos nesta articulação para a luta pela garantia de seus direitos.

Educadores, coordenações e ASAs Municipais participaram da reuniaão ampliada (Foto: Regimere Santos de Melo

Momento de acolhida aos participantes (Foto: Regimere Santos de Melo)

Regimere Santos de Melo
Comunicadora Popular
P1+2 / UGT CACTUS

NOTA PÚBLICA À SOCIEDADE ALAGOANA

As entidades que atuam no campo de Alagoas vêm reafirmar o seu compromisso com a plena realização da reforma agrária e repudiar de maneira veemente o esquema de venda de lotes.

Alertamos à sociedade que há um processo em curso para desmoralizar a luta dos camponeses sem terra. Esta articulação fica explícita no texto jornalístico publicado na Gazeta de Alagoas do último domingo (20/02), que diz “A negociação foi iniciada pela Usina Santa Clotilde, que chamou a GAZETA para constatar o esquema e pagou pela compra para denunciá-lo” (ipsi literis).

A usina Santa Clotilde, envolvida em vários conflitos agrários no estado já conseguiu desalojar centenas de famílias este ano e insiste em retirar 102 famílias que ocupam o imóvel Bota Velha em Murici há 10 anos.

Diante das nossas convicções e da gravidade das denúncias, expomos o seguinte:

1 – Das enxurradas de reintegrações de posse no mês de janeiro

Em menos de 30 dias, o juiz da Vara Agrária, Ayrton de Luna Tenório, pressionou o Estado a realizar com o uso excessivo da força policial o despejo de mais de mil famílias sem terra. Em janeiro foi realizado um despejo por dia. O que chamou a atenção foi a velocidade e o empenho do magistrado em realizá-los no período de festejos e férias. Entre as reintegrações de posse, estão áreas de conflitos antigos, nas quais as famílias dispunham de uma estrutura considerável como energia, escolas, casa de farinha. Vivendo em comunidade, a exemplo de Flor do Bosque 2 em Messias e Cavaleiro em Murici, são áreas com mais de cinco anos e com uma produção de alimentos significativa.

A onda da Vara Agrária foi tão forte quanto as que desceram pelo Vale do Mundaú. As famílias desalojadas da terra pelo Estado vão se juntar às que foram atingidas pelas enchentes de junho de 2010. A BR-104 começa a explicitar a dívida social alagoana e coloca na mesma moldura os imensos canaviais e as centenas de acampamentos feitos de barracos de lona preta.



2- Tribunal de Justiça suspende as reintegrações de posse por 90 dias

A reação das entidades do campo denunciando a “operação janeiro do despejo” gerou uma audiência com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sebastião Costa Filho. Sensível à situação de vulnerabilidade das famílias despejadas, o presidente do TJ considerou a questão social e a eminência de um conflito e solicitou do juiz agrário que fizesse de ofício a suspensão das reintegrações de posse por 90 dias e determinou que o desembargador Tutmés Ayran se empenhasse junto ao governo do Estado e Incra para buscar soluções para evitar o conflito.

3 – Reações

Os latifundiários reagiram com firmeza e orquestram ações para confundir a sociedade. Utilizaram uma parte da imprensa local, dominada pelos usineiros e fazendeiros, tentando criar um clima de conflito entre o Tribunal e as entidades do campo e colocando em dúvida a decisão acertada e aprovada pela sociedade, do presidente do Tribunal de Justiça. Da mesma forma, tentou apimentar a audiência com o governador, praticando um jornalismo baixo e desqualificado.

Lamentável a posição do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas, Omar Coelho, que entra no debate reduzindo a questão agrária e maculando a imagem da OAB, que historicamente defende a reforma agrária, se posicionou a favor do limite da propriedade da terra no Brasil e esteve na vanguarda de várias lutas sociais, dando legitimidade.

4 – O escândalo das vendas de lotes

As entidades do campo iniciaram as denúncias oficiais em setembro de 1999 ao INCRA e em 11 de maio de 2000 a mesma denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Federal.

É preciso observar que as elites agrárias e suas ramificações não aceitam que a reforma agrária é uma realidade, que a civilização mudou e que novos conceitos como desenvolvimento sustentável, populações tradicionais, respeito à natureza, produção agroecológica foram incorporadas como uma alternativa ao modelo excludente dos monocultivos.

É necessário compreender este fato dentro de um processo de luta pela terra, num Estado extremamente desigual, de uma profunda pobreza e detentor dos piores índices sociais. A democratização do uso da terra, que seria uma alternativa a este abismo social em Alagoas, é lento e burocrático. As famílias esperam anos para serem assentadas e as áreas são carentes de infra-estrutura para garantir a produção e a comercialização.

O INCRA, criado para colonização, a cada ano fica mais engessado, com poucos recursos humanos, diminuição no orçamento para obtenção de terras e sem rigor para apurar as denúncias de venda de lotes que envolvem funcionários da casa.

As denúncias de vendas de lote voltaram ao cenário a partir da reunião com presidente do Tribunal de Justiça. Na oportunidade o denunciante foi o juiz de direito Diógenes Tenório, conhecido como homem reto e probo. Na ocasião o magistrado externou que há cerca de 10 anos teria feito um vasto levantamento de lotes que foram comprados por autoridades e pessoas que não têm o perfil de beneficiário da reforma agrária. Segundo o juiz a denúncia foi entregue ao ouvidor agrário nacional, Gercino Filho. Além do magistrado, o então deputado Paulo Fernandes (Paulão) também formulou denúncia em 1999, durante um seminário sobre reforma agrária em União dos Palmares organizado pela Comissão Pastoral da Terra.

A deficiência do Incra em apurar e punir com rigor os envolvidos na prática da venda de lotes favoreceu um clima reinante de impunidade e uma crescente desvirtuação da reforma agrária.

5- Os poderes

As denúncias feitas pelas entidades e amplificadas pela matéria jornalística do último domingo (20.02) apontam para o envolvimento de vereadores, promotores, agentes de segurança pública e até magistrado.

É inadmissível que agentes públicos, que deveriam servir de exemplo, usem dos seus cargos e “poderes” para comprar lotes da reforma agrária ou facilitar tal transação ilegal.





6 – A produção

Apesar de os governos federal, estadual e municipais não priorizarem a reforma agrária como uma política publica eficiente capaz de transformar a realidade de milhares de pessoas empobrecidas no campo, gerando renda, dignidade e autonomia, a capacidade dos camponeses em superar a ausência do ESTADO, criou nos assentamentos da Reforma Agrária experiências populares exitosas, a exemplo das diversas manifestações culturais e produtivas que geram renda e possibilita uma vida em comunidade.

As Feiras da Reforma Agrária, as Feiras Camponesas e as feiras dos municípios em torno das áreas reformadas são exemplos desta superação e da importância da Reforma Agrária.

6- Questionamentos

Porque a usina Santa Clotilde e a Gazeta se uniram para comprar um lote da Reforma Agrária? Qual a origem do dinheiro? Quem acredita que a Santa Clotilde e a Gazeta estão preocupadas com o futuro da Reforma Agrária? Qual o crime previsto na lei para os corruptores? Porque o Incra demora tanto para apurar as denúncias?

7- O que propomos

A retomada imediata de todos os lotes negociados, através de compra e venda, arrendamento ou qualquer transação discordante da legislação da reforma agrária e conseqüente destinação a famílias acampadas que atendam ao perfil de beneficiário;

Exclusão e punição dos agricultores envolvidos com o esquema de venda de lote;

Apuração e punição de autoridades que compraram ou estejam envolvidas em negociações de compra e venda de lote, inclusive aqueles cartórios que têm legitimado estes procedimentos, fazendo e registrando instrumentos de compra e venda de lote e recibos;

Agilização na apuração dos procedimentos administrativos do INCRA, com a punição cabível aos envolvidos, dando ampla publicidade aos mesmos;

Criação de uma Comissão para averiguar as irregularidades em lotes da reforma agrária, com envolvimento dos órgãos competentes;

Realização de uma ampla e massiva Campanha Educativa quanto aos crimes de negociação e venda de lote da reforma agrária, nos assentamentos, nas escolas e órgãos municipais, sindicatos, dentre outros, com a utilização dos mais diversos instrumentos (cartilhas, rádio, televisão, cartazes), e com ênfase maior nos municípios onde se tem assentamentos;

Aprimoramento e priorização pelo Estado Brasileiro e Governo Federal da Política de Reforma Agrária, com:

7.1 A reestruturação do INCRA;

7.2 A disponibilização de recursos necessários para a realização da Reforma Agrária (sem os freqüentes contingenciamentos);

7.3 A realização de concurso público para o quadro funcional do INCRA, de maneira a atender as carências da autarquia,

7.4 Estruturação de todos os assentamentos da Reforma Agrária, garantindo as condições, básicas e necessárias, a permanência das famílias, como: água para consumo e produção, energia elétrica, agroindústrias para beneficiamento da produção, estradas, escolas, atendimento e acompanhamento médico, bem como demais direitos sociais e econômicos garantidos constitucionalmente aos cidadãos, antes e independente de serem beneficiários da reforma agrária. Estas condições possibilitariam a inclusão social, para além de políticas compensatórias, bem como o desenvolvimento produtivo e econômico das famílias assentadas e por seguinte do nosso Estado.


CPT – MLST – MST – MTL

Alunos da zona rural de Igaci sofrem com falta de estrutura. Veja! A escola é pequena, as carteiras estão em péssimo estado e o banheiro não tem port

Alunos da zona rural de Igaci sofrem com falta de estrutura. Veja!

A escola é pequena, as carteiras estão em péssimo estado e o banheiro não tem porta

Gazetaweb com TV Gazeta

Crianças da zona rural de Igaci lutam para estudar. Como não há espaço para todos os estudantes na escola, eles ficam em salas de aulas improvisadas. Mas o improviso é tanto que falta ventilação, os banheiros não tem a mínima estrutura e em alguns casos eles tem que dividir espaço com botijões de gás.

Ao lado de uma casa, em um pequeno salão, improvisado como sala de aula, estudam alunos do terceiro ano do ensino fundamental, a maioria é de filhos de agricultores. Eles bebem água de um filtro de barro.Outra dificuldade é enxergar o que é escrito no quadro, porque o sol reflete na lousa e atrapalha a visão.

Em outra sala de aula improvisada, além da falta de estrutura, o que chama a atenção são os botijões de gás de cozinha, que ficam em um quartinho ao lado do corredor onde ficam os estudantes, que curam o quarto ano do ensino fundamental. Os botijões pertencem à dona da casa, que cedeu a parte dos fundos do imóvel para que os alunos tivessem aulas.

As salas de aula improvisadas ficam no Povoado Dionísio, zona rural de Igaci. Elas funcionam como extensão da Escola Nossa Senhora da Saúde, que pertence à rede municipal de ensino. Na escola o estado das carteiras não é dos melhores, os banheiros ficam do lado de fora e não tem aparelho de descarga. Um deles está com a porta quebrada.

Veja o vídeo produzido pela TV gazeta

http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=9743

Um bom exenplo;educadoras deram aulas em ocupação na capital alagoanae




A escola pode ser improvisada, mas o conhecimento será eter


Texto e fotos: Helciane Angélica - jornalista/CPT-AL

Educadoras: Edcleide e Lidiane

A Comissão Pastoral da Terra em parceria com os movimentos rurais (MST, MLST e MTL) realizaram de 9 a 11 de fevereiro várias atividades em Maceió para chamar a atenção da sociedade sobre a velocidade das reintegrações de posse em Alagoas e a situação de miséria que 1.283 famílias camponesas foram deixadas após os despejos.

No acampamento montado na Praça Afrânio Jorge conhecida por Praça da Faculdade no Centro da capital alagoana, estiveram presentes cerca de 2000 trabalhadores rurais, inclusive, muitas crianças oriundas de várias partes do Estado.

Mística infantil

Os pequenos brincavam bastante ou tinham que acompanhar seus pais nas mobilizações. E para deixá-los ainda mais ativos, educadoras do campo que atuam em escolas itinerantes da CPT em vários acampamentos, resolveram passar conhecimento e entreter-los ainda mais.

Em cima de um pedaço de lona uma escola foi improvisada, tinha quadro, giz, papel, lápis de cor, giz cera, jogos educativos e muita vontade de aprender. Um local ventilado e com muita sombra era escolhido, e as informações foram repassadas pelas professoras Edcleide Silva e Lidiane Cândido no horário das 9h às 12h, e das 14h às 16h30.

A maioria das crianças desenharam a realidade no campo


As atividades iniciavam logo cedo com uma oração e um cântico de aconchego. Mais de 30 crianças de quatro a 14 anos, aprenderam um pouco mais sobre ecologia, a importância da luta no campo, literatura contada, cânticos dos movimentos rurais, ainda teve arte e desenho livre. E no encerramento do dia, sempre tinha uma grande ciranda.

As educadoras também faziam perguntas sobre a ocupação e porque era importante ter a reforma agrária no Brasil, mesmo sem compreender a complexidade das ações, eles sabiam as reais necessidades de suas famílias e tinham a resposta na ponta da língua: para plantar, colher, cuidar da terra, ter animais e para sobreviver. Eram muitos os pontos de vista!

A princípio participaram crianças das áreas acompanhadas pela CPT, logo, vieram outras dos movimentos

O pequeno Eduardo

O menino Eduardo da Silva Melo do Acampamento Santa Cruz, tem apenas seis anos, gostou de desenhar e declarou que aprendeu a fazer barraco. Quando perguntado sobre o que os seus pais faziam no acampamento, respondeu: “planta macaxeira, banana, couve, milho, melancia, muitas coisas”.


O

Já Maria Cledja Oliveira dos Santos, de 11 anos, do Assentamento Rio Bonito que participa pela primeira vez de uma ocupação em Maceió fez questão de desenhar o seu paraíso que é composto por sol, árvores, pássaro, cavalo, borboleta e muita terra para plantar.

Tv Gazeta exibe reportagem especial sobre educação no campo

A TV GAZETA afiliada da Rede Globo no Estado de Alagoas, exibiu no último domingo (13.02) no programa Gazeta Rural uma reportagem especial com duração de 6min e 24seg, sobre a educação no campo em áreas acompanhadas pela Comissão Pastoral da Terra.

Também divulgou o projeto "Cultivando música, cultivando arte, cultivando a vida camponesa", aprovado no Programa Ação para Crianças da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE). O projeto sócio-cultural irá contribuir ainda mais para a transformação das crianças acampadas, que terão acesso ao conhecimento diversificado e entretenimento; além de se afastar de atividades perigosas, vícios e criminalidade.

Para assistir ao vídeo, é preciso clicar no link ao lado: http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=9679.

Centro Irmã Doroti da Amigreal Irã receber Centros de Inclusão Digital


O Governo de Alagoas terminou a fase de seleção do projeto de inclusão digital, DigitAlagoas. Foram aprovados 38 telecentros - 21 em Maceió e 17 no interior, dos quais 90% atendem ao meio Rural. As entidades estão finalizando os ajustes, enquanto o Instituto de Tecnologia do Estado (Itec) articula a entrega dos equipamentos.

A meta inicial

do projeto é de 50 telecentros, mas nem todos os inscritos atenderam as exigências necessárias para a implantação. Ainda neste mês de fevereiro, o Itec pretende reabrir as inscrições para mais 12

telecentros. O edital será publicado pelo site ‘www.digitalagoas.al.gov.br’, onde serão feitas as inscrições.

Dos 38 aprovados, 2 unidades estão em fase final de montagem. A comunidade Virgem dos Pobres e a Colônia dos Pescadores são as primeiras beneficiadas pelo projeto. As demais estão aguardando os equipamentos e a conectividade - antenas Gesac disponibilizadas pelo Ministério das Comunicações.

“As antenas serão priorizadas para os locais onde não há outra forma de conectividade disponível, como a Zona Rural, e para entidades que não tiverem como custeá-la. Algumas resolveram, por conta própria, arcar com o serviço”, informa o gerente de projetos, Robson Paffer.

O trabalho de seleção foi feito a partir de análise de documentos e vistoria nos locais onde serão instalados os telecentros. “Durante as vistorias e assinatura dos convênios estivemos em contato direto com os responsáveis pelos telecentros, alguns que trabalharam bastante para se adequarem às exigências e levarem essa oportunidade para suas comunidades. É um projeto que inicia mudando a realidade de muita gente”, expõe o superintendente do Itec, Nelson Menezes.

Comunidade pela inclusão

Exemplo de comunidade que tomou as rédeas pela Inclusão digital é a dos agricultores que fazem parte da Associação dos Moradores de Igaci e Microrregiões do Estado de Alagoas (Amigreal), localizada no Centro Irmã Doroti no sítio Nova América.

“Adequamos o espaço em mutirão. As comunidades formaram brigadas para construção e se mobilizaram para conseguir os recursos. Fizemos desde a construção até a parte elétrica neste sistema, que foi liderado pelo agricultor seu João Geronimo, morador da lagoa do Fim do Mundo em Cacimbinhas. Quando o Itec pediu um prazo, pensamos se conseguiríamos, mas trabalhamos para isso”, conta o coordenador estadual da Amigreal, Adriano Ferreira.

A Amigreal foi uma das selecionadas e vai trabalhar a inclusão digital voltada para os agricultores e seus filhos, de modo a fazer uma integração com as práticas agroecológicas para fortalecer a produção através da informação. “A comunidade é ribeirinha, decendentes de quilombolas, pessoas que nunca viram computadores. O telecentro vai engrandecer esses agricultores”, completa Adriano.

18h35, 11 de Fevereiro de 201

Fonte:Itec

Veja a matéria http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=100483

Agronegócio domina lista dos mais ricos do Congresso

Do Congresso em Foco

A elevada concentração de renda no Brasil está explícita no novo Congresso. Metade de todo o patrimônio declarado pelos 567 congressistas empossados está nas mãos de apenas dez parlamentares, ou seja, de menos de 2% dos eleitos em outubro na Câmara e no Senado. Do montante de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 513 deputados e 54 senadores, R$ 792 milhões estão em nome desse pequeno grupo de multimilionários.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base em informações prestadas pelos então candidatos à Justiça eleitoral. Na média, cada parlamentar declarou possuir R$ 2,9 milhões em imóveis, empresas, fazendas, veículos, objetos de arte, dinheiro em espécie e aplicações financeiras, entre outros bens.

O parlamentar com maior patrimônio declarado vem do estado com pior índices de desenvolvimento humano (IDH) e uma das menores rendas per capita do país, Alagoas. De volta à Câmara após quatro anos, o deputado João Lyra (PTB-AL) tem uma fortuna declarada de R$ 240,39 milhões.

O petebista, que já foi senador, é dono de um império que reúne mais de dez grandes empresas no estado, entre as quais usinas sucroalcooleiras, fábrica de fertilizantes, empresas de táxi aéreo, de comunicação e concessionária de veículos. A renda per capita gira em torno de R$ 6 mil em Alagoas, estado com um dos maiores índices de analfabetismo e mortalidade infantil do país.

O grupo dos maiores milionários do novo Congresso é formado por seis deputados e quatro senadores. Há representantes das cinco regiões do país e de dez estados. São três do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), dois do Nordeste (Alagoas e Ceará), dois do Norte (Amazonas e Rondônia) e um do Sul (Paraná). Eles são de cinco partidos políticos: três do PMDB, dois do PR, do PP e do PSDB e um do PTB. Não há nenhuma mulher entre eles.

A força do agronegócio

Depois do deputado João Lyra, o dono da maior fortuna é o senador Blairo Maggi (PR-MT). O ex-governador de Mato Grosso é proprietário do Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica.

Blairo já foi considerado o maior produtor individual de soja do mundo, responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Em 2005, o então governador foi “homenageado” pela ONG Greenpeace com o prêmio Motoserra de Ouro. A organização não-governamental acusou o então governador de contribuir com o desmatamento para plantar soja no estado.

O terceiro mais rico também tem fortes ligações com o agronegócio. Reeleito para o segundo mandato consecutivo, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) informou ter R$ 95,7 milhões em bens. Mais da metade da riqueza do paranaense tem como origem cotas da Diplomata Industrial e Comercial, uma das maiores produtoras de aves para abate do país.

Mabel e Maluf

Entre os multimilionários estão o deputado Sandro Mabel (PR-GO), dono do quinto maior patrimônio declarado, com R$ 70,9 milhões. Candidato derrotado na disputa pela presidência da Câmara ontem, o deputado é dono da fábrica de biscoitos e roscas Mabel.

Logo atrás dele, aparece o deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 39,4 milhões em bens. Em março do ano passado, Maluf entrou para o chamado livro vermelho da Interpol. O deputado pode ser preso se deixar o país.

Ele foi denunciado por um promotor de Nova York por suposta “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado". Maluf nega a acusação. Ele conseguiu a vaga na Câmara após reverter uma condenação na Justiça em São Paulo, que havia barrado sua eleição com base na Lei da Ficha Limpa.

O poder econômico dos parlamentares reflete a concentração de riqueza no Brasil, um dos países com pior índice de distribuição de renda no mundo. Embora a distância entre pobres e ricos tenha caído nos últimos anos, pesquisa divulgada em 2008 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os 10% mais ricos no Brasil concentram 75% da riqueza produzida no país.

PMDB e DEM concentram os mais ricos

Dos 567 parlamentares empossados esta semana, 220 (39%) declararam à Justiça eleitoral possuir mais de R$ 1 milhão em patrimônio. O governista PMDB e o oposicionista Democratas são os partidos que concentram o maior número de deputados e senadores recém-empossados com bens declarados acima de seis dígitos. Os dados foram levantados pelo Congresso em Foco no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O DEM é a legenda com mais deputados e senadores eleitos em outubro com patrimônio superior a essa cifra: 29 (64,4%) de seus 45 representantes. Em números absolutos, o partido só perde para o PMDB, que tem 42 de seus 95 congressistas em início de mandato nessa condição financeira. Assim como o DEM, outras quatro bancadas no Congresso têm pelo menos metade de seus integrantes com patrimônio “milionário”. São elas: PTB, PR, PP e PSDB. Apenas 14 dos 98 petistas recém-empossados informaram ter bens acima dessa cifra.

O parlamentar do DEM com o maior patrimônio é Paulo Magalhães (BA), sobrinho do ex-senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007. Ele declarou ao TSE ter R$ 14 milhões em bens. Boa parte deste montante (R$ 9,5 milhões) está dividida entre nove fazendas na Bahia. Uma delas está avaliada em R$ 3,3 milhões. De acordo com o site da Câmara, Magalhães é administrador de empresas.

O valor declarado por Magalhães, o primeiro de seu partido, no entanto, está longe do patrimônio declarado pelo peemedebista mais abastado. O empresário Newton Cardoso (MG), ex-governador de Minas Gerais, foi eleito para uma cadeira na Câmara. Um dos mais ricos de toda a legislatura que tomou posse há dois dias, ele declarou possuir R$ 77,9 milhões à Justiça Eleitoral.

Entre os bens declarados, estão ações de variadas empresas, 11 automóveis, casas e outros imóveis. Em 2009, ele se viu envolvido em uma polêmica sobre seu patrimônio. A então deputada Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG) declarou que o ex-marido usava empresas offshore para administrar parte do patrimônio. A ex-mulher de Newton Cardoso, no processo de separação litigiosa, estimou na ação que ele tivesse bens avaliados entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões. Ele negou as acusações de Maria Lúcia.

Atrás de Newton Cardoso está o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). O peemedebista possui R$ 36.737.673,19, divididos em quatro carros e imóveis comerciais e rurais em Brasília, Ceará, Minas Gerais, Goiás. Também possui cota de 50% da construtora Therma e possui 98% das ações da empresa de vigilância Confederal.

A firma teve seu nome ligado ao mensalão do Arruda, em 2009, escândalo que revelou um esquema de propina envolvendo membros do Executivo e do Legislativo do Distrito Federal. O jornal O Estado de S. Paulo reportou no ano passado que a Confederal assinou um contrato de R$ 2,6 milhões sem licitação. O peemedebista disse que se afastou do comando da empresa em 1998.

As duas maiores bancadas estaduais, a de São Paulo e a de Minas Gerais, também concentram maior número de parlamentares com mais de R$ 1 milhão: são 26 mineiros e 35 paulistas. Mas, quando se leva em conta o tamanho da representação estadual, os maiores índices ficam por conta de Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Rio Grande do Norte. Eles têm metade ou mais de seus congressistas com bens superiores a R$ 1 milhão.

Os paulistas são responsáveis por R$ 163 milhões. Ou seja, a bancada de São Paulo possui 10,1% dos bens declarados por todos os novos parlamentares.

Na terça-feira, 55 parlamentares mineiros tomaram posse. Apesar de a bancada ser menor que a paulista, a soma dos bens é um pouco maior do que a do maior estado do país: R$ 164,5 milhões. A diferença é de R$ 1,4 milhão.

O levantamento foi feito com base nas informações prestadas pelos parlamentares ao registrarem a candidatura na Justiça eleitoral. Não entrou na conta o patrimônio declarado pelos senadores em meio de mandato. A declaração deles foi registrada em 2006.

Fonte:MST

Ir. Dorothy: Uma sagrada herança a ser defendida "Qual o seu legado, qual a sua herança? A herança de Ir. Dorothy é a certeza de que não estamos sós,

"Qual o seu legado, qual a sua herança? A herança de Ir. Dorothy é a certeza de que não estamos sós, de que juntos podemos muito mais do que sozinhos, é a certeza de que quando acreditamos no Estado de direito e procuramos as pessoas certas, fazendo as pressões certas, buscando o caminho certo, nada pode dar errado. Que a força do povo organizado, que busca garantir a manutenção de seus direitos e exercer os seus deveres é imensurável."

Leia artigo de Pe. Carlos Augusto Azevedo da Silva, presbítero, incardinado na Arquidiocese de Belém, Pároco de Sta. Maria Goretti, no bairro do Guamá, Belém-PA publicado no blog Comitê Dorothy.

Ir. Dorothy! Uma sagrada herança a ser defendida!

Era dia 12 de fevereiro de 2005, no meio da floresta Amazônica, no município de Anapu – PA, no lote 55 do PDS chamado “Esperança”. Eis a cena: Um corpo estendido no chão, uma senhora, alvejada com seis tiros, imersa numa poça de sangue e com o corpo molhado pela chuva, típica dessa época do ano.

Essa mulher tinha um nome Dorothy Stang. Era Ir. Dorothy, missionária norte-americana, naturalizada brasileira, que doou a maior parte de sua vida no auxílio aos que mais precisavam, fazendo-se pobre entre os pobres, sendo sua voz, sendo sua força, sendo sua esperança. Quando mataram Ir. Dorothy, eles tentaram matar a esperança de todo um povo. Um povo sofrido pelo avanço das fronteiras agrícolas, que por causa do Agronegócio, que enriquece a uns poucos mega fazendeiros, destrói a vida de milhares de inocentes.

Esse povo é o povo simples da floresta, que consegue conviver com ela sem derrubá-la, que preserva a natureza e conhece a terra como ninguém. Esse povo é o povo que sofre vendo a madeira sendo roubada. Esse povo é o povo que sofre vendo a terra sendo-lhes tirada. Esse povo é o povo que sofre vendo e sentido a força da pólvora e do chumbo que ceifa a vida de famílias inteiras, através da violência dos pistoleiros e do dinheiro dos grileiros. Esse povo é o povo que não tinha voz, que não tinha esperança, que não tinha força, mas encontrou naquela senhora o alívio de suas dores.

Ela lhes deu voz juntos às autoridades, ela lhes deu visibilidade em meio ao mundo globalizado, ela assumiu para si uma luta que não era sua, mas passou a ser quando no ímpeto de fazer Jesus conhecido e amado, conheceu o sofrimento desse povo a passou a sofrer com ele suas dores.

Ir. Dorothy era muito mais que uma simples religiosa que anunciava o Evangelho, era uma mulher de fibra que vivia o Evangelho, que encarnava o Evangelho em sua vida. Muito mais que pregadora da Palavra de Deus ela era Testemunha e semeadora do Reino de Deus. Era muito mais que líder, era liderança! Era muito mais que amiga, era amor! Era muito mais que conselheira, era exemplo!

Qual o seu legado, qual a sua herança? A herança de Ir. Dorothy é a certeza de que não estamos sós, de que juntos podemos muito mais do que sozinhos, é a certeza de que quando acreditamos no Estado de direito e procuramos as pessoas certas, fazendo as pressões certas, buscando o caminho certo, nada pode dar errado. Que a força do povo organizado, que busca garantir a manutenção de seus direitos e exercer os seus deveres é imensurável. A certeza de que diante do gigante Golias que é o Agronegócio, a grilagem de terras, nós somos o pequeno, porém corajoso, Davi, que com cinco pedrinhas derruba o gigante.

Seis anos após seu martírio, somos levados a olhar o que essa mulher nos deixou. Ir. Dorothy nos deixa como legado a responsabilidade de preservar a floresta de pé. A responsabilidade de denunciar todo e qualquer tipo de ameaça a integridade da floresta e de seu povo. Ela nos deixa como legado um povo que soube se organizar e hoje já começa a produzir. Onde há seis anos existia uma esperança, hoje existe uma realidade.

No entanto, ainda paira o medo no ar. Os pistoleiros ainda tiram a vida de trabalhadores indefesos, a madeira ainda é retirada, terras continuam a ser roubadas, assassinos ainda andam à solta pelas ruas. Tudo pelo que Ir. Dorothy lutou ainda não foi conquistado plenamente. Por isso essa herança não é só para ser relembrada, mas para ser defendida.

Tentaram calar Ir. Dorothy, mas hoje nós somos sua voz, quiseram pela força das balas acabar com um sonho, mas hoje nós somos os grandes responsáveis de fazer o sonho se tornar realidade. Ir. Dorothy, não foi enterrada, ela foi semeada! E nós somos os frutos dessa semeadura, nós temos a imensa responsabilidade de fazer com que a voz que vem da floresta ressoe cada vez mais alto, pelo mundo todo.

“A morte da Floresta é a nossa morte”, Temos que conscientizar o mundo do que acontece no nosso Pará, temos que mostrar ao mundo as atrocidades que ainda são cometidas. Ir. Dorothy foi assassinada, mas continuará viva enquanto houver um coração que ame a floresta e lute por ela.

Celebramos seis anos de sua morte, não com tristeza, nem ódio, mas com uma esperança renovada, porque a cada dia mais pessoas se unem ao nosso coro, a cada dia mais pessoas assumem para si essa luta que não era apenas a luta de Ir. Dorothy, nem mesmo a luta de um povo. Mas essa luta, que hoje assumimos também para nós, é a luta por uma Amazônia Livre!

A esperança não foi vencida, a luta não terminou, a morte não teve a ultima palavra. A dor deu lugar à garra, o medo deu lugar à coragem, a incerteza deu lugar à confiança. O sonho não acabou, a batalha ainda não chegou ao fim, mas cantamos com esperança renovada: “Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada de novo. No olhar da gente a certeza de irmãos, reinado do povo!”

Dorothy vive!

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O FECHAMENTO DA ESCOLA MUNICIPAL DOM BOSCO

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O FECHAMENTO DA ESCOLA MUNICIPAL DOM BOSCO E AS CONSTANTE TENTATIVA DE CRIMINALIZAÇÃO DA AMIGREAL

IGACI -AL, 08 de fevereiro de 2011.

Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e,excepcionalmente,em família substituta,assegurada a convivência familiar e comunitária,em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes; Art.19. ECA

A AMIGREAL, vem por meio desta nota, esclarecer a sociedade alagoana,autoridades e os meios de comunicação sobre o fechamento da Escola municipal Dom Bosco no sitio lagoa da Abóbora município de igaci,onde aproximadamente 40 crianças e adolescente estão sendo obrigadas a se deslocarem da sua comunidade e do seio familiar para estudar na cidade por determinação do prefeito Antonio Barbosa , e do Secretario Municipal de Educação Aroldo Ferro que a comunidade estava organizada na AMIGREAL, No ultimo dia 07 de fevereiro de 2011 fechou a Escola e determinou E ainda proibiu que as famílias se reuni na escola publica a qual o terreno foi doado pela comunidade.. esta comunidade não e a única a receber represaria recentemente ao um ano atrás a comunidade de cajazeira onde temos 30 famílias organizada no grupo de base da amigreal.A Escola municipal Antonio Barbosa foi fechada e 200 metro seria implantado um lixão se amigreal não tivesse intervido

AMIGREAL é uma organização que luta por justiça social e comprometida com efetivação dos direitos humanos e vida digna para as famílias camponesas de Alagoas-Brasil, que apoiamos as lutas dos trabalhadores que lutam por soberania alimentar e pela reforma agrária.

Nossa organização chama-se Amigreal uma organização popular de camponeses e camponesas, mas estamos caminhando para ser um movimento social de luta em defesa dos direitos dos camponeses do Brasil. Amigreal foi fundada em 08 de janeiro de 2005 e surgiu da necessidade de organizar a classe trabalhadora para lutar contra a atual situação de opressão e coronelismo. AMIGREAL é composta por camponeses homens e Mulheres lutadores popular. A organização é através dos grupos de famílias/base. É coordenado por uma seqüência de instancias, chamadas coordenação de grupo de base, de municipal e estadual, os coletivos da Educação, capitação de recursos, produção , comercialização e comunicação. Atualmente estamos presente em 14 municípios do estado de Alagoas somos aproximadamente 1.000 famílias organizadas nas regiões do agreste sertão alagoano.

A Amigreal trabalha com as famílias e busca a sua participação ativa na luta pela defesa de seus direitos e pela construção de projeto popular para Alagoas e que se propõe produzir comidas saudáveis, abundantes e baratas para o auto-consumo e alimentação dos trabalhadores/as urbanos, resgatando a identidade e a cultura camponesa, com suas diversidades regionais. É um organização que, junto com outros setores da sociedade, está comprometido com a conquista de uma nação soberana, autônoma e justa.

Somos a soma da diversidade do nosso estado. Pertencemos á classe trabalhadora, lutamos pela causa social e pela transformação da sociedade.

Lutar sempre foi nossa condição desta forma, construímos nossa organização popular autônomas de moradores.Em nossa trajetória, temos reafirmado a luta popular pela igualdade de direitos e pelo fim de qualquer forma de violência, opressão e exploração praticada contra a classe trabalhadora

Por isso ao longo destes 6 anos de historia da amigreal,ocorreram varias tentativa de criminalização de nossas bandeiras de luta, como desde a luta pela água a ate luta pela Terra, por parte do prefeito de igaci e seus aliados( onde nasceu amigreal e atualmente fica secretaria da amigreal) esta perseguição vai desde do impedimento dos agricultores e agricultoras da amigreal em ter o acesso as políticas publica ofertada pela prefeitura município de Igaci ate pressão psicológica e ameaça contra as nossas lideranças desta vez foi o fechamento da Escola municipal Dom Bosco,

Estas tomadas de decisões por parte do poder publico local tem com objetivo mais vez uma criminalizar e cortar o que julgam ser o "mal pela raiz": a educação das crianças, polarizando as Escola onde existe povo organizado da AMIGREAL, uma vez que o povo organizado tem a plena convicção que precisa ter um olhar diferenciado para o campo pois este ao longo do tempo tem sido desvalorizado no que corresponde a garantia de direitos fundamentais que vise a perpetuação da vida, o conceito vida deve estar articulado a direitos garantidos com qualidade de acordo com a realidade local, por isso a luta da AMIGREAL, é em defesa da vida e pela garantia dos direitos sociais e humanos para os povos do campo. assim defendemos um educação do campo onde os educandos possa compartilhar a realidade da família na comunidade , como diz o Art.19. “Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e,excepcionalmente,em família substituta,assegurada a convivência familiar e comunitária.”

Parecer que todos desconhece as lei como a LDDEN 9394/1996, no Parecer CNE Nº. 36/2001, na Resolução CNE/CEB 1, DE 03 DE ABRIL DE 2002 - Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo, Parecer CNE/CEB Nº. 1/2006, Parecer CNE/CEB Nº. 3/2008, Resolução CNE/CEB Nº. 2/2008, Lei Nº. 6.757/2006 Plano Estadual de Educação – AL 2006 a 2015 e mais recente Resolução CNE/CEB Nº. 4 de 13 de julho de 2010 – Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica

Diante da desresponsabilização do município de igaci para com a educação do campo, queremos demonstrar a nossa indignação e dizer que a Educação do campo faz parte das bandeiras de luta da amigreal e dos movimentos sociais em Alagoas, uma vez que 80% da população alagoana vivem no campo.

Portanto, cobramos a responsabilização do município de igaci para que a educação do campo, corresponda à construção de uma identidade camponesa uma vez que esta vem perdendo sua identidade diante das investidas neoliberais, que vem buscando retirar de cena as nossas conquistas e que ao longo da historia nos povos do campo construirmos, Ressaltamos ainda que a Escola municipal Dom Bosco é um espaço pedagógico conquistado pela comunidade do Sitio abóbora e único bem da comunidade pois a mesma é disassistida por toda políticas publica exclusive de saúde sendo assim merecemos respeito exigimos a reabertura da escola dom Bosco em lagoa da abóbora e da Escola Antonio Barbosa em cajazeira e efetivação das políticas de educação básica nas escolas no / do campo e fim da polarização das escolas do campo e fim da criminalização da amigreal.

“Educação do Campo “direito de todos dever do Estado”.

Atenciosamente

Coordenação estadual

Pedimos aos companheiros e companheiras que escreva para endereço abaixo,apoiando no manifesto em defesa da educação do campo

Endereço para se comunica com as autoridades

Promotoria de Justiça de Igaci.

DESIGNADO: Rogério Paranhos Gonçalves

ENDEREÇO: Rua Juca Tenório, 74 - CEP 57620-000

BAIRRO: Centro

TELEFONE: 82 3423-1157

Procurador-Geral de Justiça

Eduardo Tavares Mendes
R. Dr. Pedro Jorge Melo e Silva, 79, Poço, 4.º andar, Maceió-AL
Fone: 82. 2122-3516
ascom@mp.al.gov.br
cerimonial@mp.al.gov.br


Conselho Estadual de Direitos Humanos de Alagoas
Rua Senador Mendonça, 153 Sala 126
Ed. Muniz Falcão (Sede do Antigo Fórum da Capital)
CEP: 57000-000 Centro Maceió AL Telefax: (82)221.7960 (Galdino) / (92) 9351-3707
E-mail: ceddh.al@bol.com.br

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE ALAGOAS

Endereço Av. Fernandes Lima, S/N - CEAGB - Farol

Cidade Macéio-AL

CEP 57.055-000

Fone (082) 358-4090/358-4092

Fax (082) 358-4091

E-mail

lindizaycee.al@ig.com.br

CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE ALAGOAS
Pres. MARIA DAS GRAÇA BEZERRA
End.: Rua Zadir Índio , 220, Ed. Luz , centro
CEP: 57.020-480 – Maceió/AL
Tel (082) 3315-1739 / (82) 3336-2587 Cel. Pres. (82) 8833-9350
Fax : 082.221.3640-e-mail: mdgracinha@yahoo.com.br8